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28 de Maio de 2020

Lista de documentos necessários no inventário extrajudicial

Atenção aos mínimos detalhes é fundamental.

Sara Rodolfo, Advogado
Publicado por Sara Rodolfo
há 3 anos

Os documentos necessários para ingressar com o inventário extrajudicial ou procedimento administrativo difere-se, na realidade, dos documentos iniciais necessários para o ingresso judicial. No entanto, se a inicial estiver acompanhada com essa documentação, muito provavelmente a morosidade do processo judicial diminua bastante.

Muitos me questionam:

Mas por que demora tanto um inventário judicial se é tão rápido pelo Tabelionato de Notas?

Indiscutivelmente o nosso Poder Judiciário está atolado em processos. Por outro lado, não podemos atribuir a responsabilidade integralmente ao Poder Judiciário.

Por inúmeras vezes, as partes atrasam muito o processo também em decorrência da demora no cumprimento das determinações do juízo, o que geralmente pode ser feito em 5 dias (art. 218, § 3o, NCPC), por exemplo, levam-se meses, ocasionando, em alguns casos, até arquivamento.

Quer dizer, tanto o advogado quanto as partes precisam unir esforços para garantir que o processo judicial ocorrera o mais rápido possível, atendendo as necessidades do cliente e também, desatolando o próprio judiciário.

Infelizmente, não é o que vemos: se fosse fácil ter boa vontade das partes na solução do conflito, no cumprimento das obrigações, ou mesmo, das diligências necessárias, o procedimento ficaria na esfera extrajudicial, amigável, com todos de acordo, resolvendo logo o problema.

Paciência, meu caro. Paciência... Inventário judicial é mil vezes pior que o extrajudicial e estamos tratando apenas de documentação.

Por isso, no inventário extrajudicial não é diferente, se ocorrer:

1. O (a) advogado (a) não tiver a atenção necessária para os detalhes dos documentos entregues pelo cliente, o que poderá ocorrer devolução pelo tabelionato indicando, em determinados casos, providências. Por exemplo: já vi muitos casos de pessoas nascidas em meados de 1910-1930 que tinham documentos com nomes diferentes do registro de nascimento/casamento com o RG, CPF com dados divergentes e, por consequência, influenciavam em todo o processo. Portanto, toda atenção é pouca: tem que se analisar a documentação em cada detalhe.

2. O (a) filho (a) responsável pelo inventário (é o mais indicado), ter dificuldade para fazer o levantamento da documentação junto aos demais, ou não saber do que se trata, ou mesmo, demorar em entregar, o procedimento administrativo vai se arrastar, pois é uma atuação conjunta. Por isso, o (a) melhor indicado (a) para ser o (a) responsável pelo inventário é aquele (a) que se tornará o (a) inventariante ao término, pessoa que tenha certo desembaraço com documentos ou a capacidade em compreender das necessidades de cada documento – claro que muitas vezes filhos e netos ajudam muito, além de contar sempre com a ajuda do profissional contratado.

Como comentei no artigo: "Como se planejar para a realização de inventário extrajudicial", a boa vontade das partes e a atuação diligente do (a) advogado (a) é fundamental para que o procedimento administrativo seja rápido.

“A cereja do bolo”: se todos o (a) s herdeiro (a) s e o advogado contribuem com agilidade, mas o Tabelionato não ajuda na sua parte - não responde suas dúvidas com presteza, não analisa com rapidez a documentação entregue, não encaminha a guia do ITCMD para pagamento com informações quanto ao cálculo, de nada vai adiantar só de uma ponta, a escolha do Tabelionato também é importantíssima.

Consequentemente, o Tabelionato de Notas é peça fundamental para que o procedimento administrativo de inventário se desenvolva como se espera: agilidade. Se fosse pra ser demorado, a lei não proporia uma solução alternativa.

Feito esse aparte introdutório (e chato), podemos dizer que a documentação é extensa e para que o (a) advogado (a) possa fazer uma pré-análise, se possível, ele/a deverá ter cópias simples dos documentos exigidos antes de levar ao Tabelionato de Notas.

De todo modo, pontuei caso a caso, documento por documento, explicando na hipótese de (a) herdeiro (a) interessado (a) em saber como proceder, ou do advogado iniciante em não cair em armadilhas.

Vou dividir em etapas, de acordo com a minha experiência profissional:

1. CERTIDÃO DE NEGATIVA DE TESTAMENTO

Exigido: 1 via original

Pré-análise: 1 via original

Esclarecimento: É possível emitir pela internet no site < http://www.buscatestamento.org.br/CertidaoOnline/SolicitacaoTestamento.aspx >. Não tem jeito, coloquei como prioritária para ser emitida por nós (advogado/a (s)) ou pelo próprio cliente a fim de que não tenhamos nenhum susto pela frente: se tem testamento, melhor dar uma lida no artigo acima mencionado, também de minha autoria, lá tem um item “do testamento” e das hipóteses que, mesmo com testamento, é possível realizar o inventário extrajudicial. Se o (a) falecido (a) não deixou testamento, segue a lista.

2. CERTIDÃO NEGATIVA DA RECEITA FEDERAL e PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL

Exigida: 1 via emitida pela internet

Pré-análise: A via emitida pela internet – seja negativa ou positiva.

Esclarecimentos: De posse da certidão negativa ou positiva, já sabemos o que vem pela frente.

Se houver qualquer restrição perante a Receita Federal, como por exemplo, CPF cancelado, a certidão não é emitida. Para tanto, qualquer filho (a)/herdeiro (a) poderá comparecer ao Posto da Receita Federal munido dos documentos do (a) falecido (a) - certidão de óbito, RG e CPF - além dos documentos que comprovam a sua filiação - RG, CPF, certidão de casamento ou nascimento - e requerer a emissão da certidão.

Se for um problema simples, como a hipótese acima, emitem a certidão na hora; se não for, o cliente poderá solicitar o relatório de restrições ou pendências para analisar as providências necessárias para a regularização das restrições vinculadas ao CPF do (a) falecido (a).

Nesse aspecto, o que muitas vezes pode acontecer é que o advogado constituído para o inventário tem que informar ao seu cliente da exigência de novos procedimentos administrativos – se for de maior complexidade, nesse caso, perante a Receita Federal, o que não é de responsabilidade do advogado do inventário. São outros honorários e nova representação.

Ademais, exige-se conhecimento em direito tributário, ou seja, muitas vezes o advogado tributarista pode se fazer presente para a regularização. Graças a Deus estudei direito tributário!

3. CERTIDÃO DE NASCIMENTO/CASAMENTO ATUALIZADA (1) DO FALECIDO (a)

Exigência: 1 via original atualizada

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: Você, advogado (a), vendo que os herdeiros não tem certidão de nascimento do (a) falecido (a) – no RG é possível verificar o município que o (a) falecida foi registrado (a) - começa a rezar para que nada disso aconteça com você. Senão, pode ter um infarto e o inventário seja o seu.

Certidão de nascimento atualizada – falecido (a) solteira sem a ocorrência de união estável - prepare-se: municípios brasileiros que não possuem certidão de nascimento digital, a solicitação é feita diretamente ao cartório do respectivo município – paga-se por meio de depósito bancário na conta do cartório, envia comprovante, eles acusam recebimento, depois mandam por SEDEX dentro do prazo... Perfeito.

No entanto, àqueles municípios que não possuem cartório, para nossa alegria, são feito pelo “Fórum da Comarca” (rolou uma ironia aqui, aos incautos). Você vai ter a sorte de falar com a funcionária (geralmente simpática e solícita) que diz o horário de funcionamento do fórum, sabe-se-Deus-por-que cada um faz um horário, manda você emitir uma guia, normalmente um “guia de custas judiciais do estado”, com o valor da taxa para emissão da certidão de nascimento, manda você encaminhar essa guia com comprovante de pagamento, via correio - SIM! Nada de e-mail, via original por correio - dentro do envelope de origem (de vocês para eles): a guia judicial paga; deve conter outro envelope e uns selos dentro para o funcionário te devolver – aí você reza para não extraviar! – um dia chega.

Mas, pera lá, não é atualizada a certidão de nascimento?

Esse procedimento é válido para todos: falecido (a), herdeiro (a)... Solteiros. Tem muitos que não sabem nem qual cartório de registro civil eles foram registrados. Portanto, terão que se lembrar dessa exceção à regra. Se perceber que é exceção, o planejamento deve ser ainda maior.

(1) Atualizada: – para que os herdeiros não tenham custos adicionais com certidão “vencida” ou “expirada”, já que tem validade de 90 dias, deixar por último em todas as hipóteses possíveis ou dentro de um prazo razoável para emissão. Serve para todas as certidões.

4. CERTIDÃO ATUALIZADA da (s) MATRÍCULA (s) de imóveis

Exigência: 1 via original

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: A princípio são válidas as certidões de matrículas antigas, as quais poderão ser requeridas nos respectivos Cartórios de Registro de Imóveis; as vias originais só serão entregues no ato de conferência de documentos pelo Tabelionato, portanto, mesmo caso: deixar por último, porque nesse caso a validade é de 30 (trinta) dias.

Observação: é importante, como advogado (a) representante do inventário que possa ter uma via original atualizada para que verifique a informação fornecida pelo cliente.

Sempre trabalhamos com base na boa-fé, mas pode haver má-fé, ou mesmo, desconhecimento; eles (os herdeiros) necessitam, muitas vezes, de esclarecimentos da diferença entre certidão de matrícula, certidão de ônus, escritura, registro e afins, aos quais, deverão ser prestados.

Por isso, antes de tudo, analisar bem os documentos dos bens imóveis, móveis, rurais, etc., a serem inventariados, caso estes não estejam registrados devidamente, os herdeiros poderão ter transtornos futuramente – ou até mesmo, nós advogado (a) s no ato do registro da escritura pública de inventário.

Portanto, não custa mostrar aos herdeiros da importância de saber o que efetivamente está relacionado ao inventário e como deveremos proceder para regularizar todos os bens antes de realizar o inventário.

5. CERTIDÃO DE VALOR VENAL

Exigência: 1 via original

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimentos: É importante observar duas hipóteses, a saber: para os casos de inventário extrajudicial nos quais os herdeiros providenciam a documentação no mesmo ano de falecimento, o carnê do IPTU do imóvel (ou imóveis), é válido; para os casos que os herdeiros ingressam com inventário decorrido prazo superior ao ano de falecimento (o que é muito comum) serão necessárias duas certidões: a certidão de valor venal do exercício atual (do ano do ingresso do procedimento) e a certidão de valor venal do ano de falecimento; os herdeiros podem providenciar essa documentação, como também o advogado pode emitir pelo site da Prefeitura Municipal de São Paulo, se este for o caso < http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/fazenda/servicos/certidoes/index.php?p=2395 >. Alguns outros municípios também oferecem esse serviço online.

6. CERTIDÃO ATUALIZADA DE NEGATIVA DE IPTU – do (s) imóvel (is)

Exigência: 1 via original

Esclarecimento: se for emitido pela Prefeitura Municipal de São Paulo (e muitas outras também estão com serviços pela internet), basta acessar o site < http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/financas/servicos/certidoes/index.php?p=2393 > e emitir.

Se caso não seja possível a sua emissão pela internet – mais uma vez – teremos que informar ao cliente que esse deverá tomar providências perante a respectiva Subprefeitura (estamos tratando de casos da capital e de baixa complexidade). Se for de outros municípios, na Secretaria de Finanças do respectivo município, tanto os herdeiros, quanto àqueles representados por procuração, estes poderão obter as informações necessárias para a regularização.

A regularização de tributos imobiliários, mais uma vez, poderá necessitar de conhecimentos de direito tributário, ou seja, de advogado tributarista. Não compõe os honorários para a realização de inventário extrajudicial. Cabe negociação junto ao cliente e advogado.

Uma vez regularizada as pendências, a emissão da certidão negativa não poderá ultrapassar 90 dias, uma vez que deve ser atualizada.

7. DECLARAÇÃO DE QUITAÇÃO DE DÉBITOS CONDOMINIAIS

Exigência: 1 cópia original atualizada

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: A declaração de quitação de débitos condominiais deve ser solicitado e realizado por síndico eleito em assembleia, devidamente comprovado pelos documentos que serão juntados dando garantia da sua representação (a Ata é registrada em Cartório de Registro de Títulos e Documentos), declarando que as obrigações condominiais estão devidamente quitadas. Não estando quitada a obrigação, será necessária a quitação das obrigações por parte dos herdeiros, ou ainda, analisar junto ao Tabelião, se esse caso de obrigação condominial pode ser considerada como dívida do (a) falecido (a) com o pagamento vinculado ao crédito do espólio. Na impossibilidade, é de responsabilidade dos herdeiros, como dito, a quitação dos débitos condominiais antes de iniciar os procedimentos administrativos de inventário.

8. CERTIDÃO DE CASAMENTO ATUALIZADA dos herdeiros

Exigido: 1 via original atualizada

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: O regime de bens adotado pelos herdeiros casados deverá ser analisado. Antes da Lei n. 6.515/77, se não houvesse manifestação de vontade contrária, o regime legal era da comunhão universal – o cônjuge não concorre à herança, pois detém a meação de todo o patrimônio do casal. A partir dessa lei, a comunhão parcial passou a ser regra e a comunhão universal passou a ser exceção. Nesse sentido, se os herdeiros forem casados sob o regime de comunhão universal ou separação total, após a referida lei, deverão apresentar também o pacto antenupcial, com a respectiva cópia autenticada do registro da escritura do pacto, ao qual, também deverá ser atualizado.

Complicado né? Vou fazer um artigo explicando melhor isso, por ora é suficiente saber: nos casos de comunhão universal de bens e de separação total, são exigidos, além da certidão de casamento, o pacto antenupcial e o registro da escritura do pacto, todos documentos atualizados emitidos dentro do prazo de 90 dias.

9. EXTRATO BANCÁRIO DO PERÍODO DE FALECIMENTO (na semana de falecimento)

Exigência: 1 via original de todas as instituições pesquisadas as quais o (a) falecido (a) mantinha recursos financeiros

Pré-análise: o que tiver (normalmente não temos nada a não ser a informação de algum extrato, se por ventura tiver)

Esclarecimento: Tirando o sofrimento da certidão de nascimento do (a) falecido (a)/herdeiro (a) solteiro (a), o que é uma exceção, o extrato bancário do período de falecimento é um pesadelo inimaginável e regra.

Qual orientação dou ao (s) advogado (a) s e herdeiro (a) s responsáveis para não sofrerem como um dia eu sofri?

Antes de comparecer ao banco, seja com o (a) herdeiro (a) munido de toda aquela documentação que já falei (do (a) falecido (a) e da filiação), seja ele (a) sozinho (a) – lembre-se: as instituições financeiras entendem apenas “formal de partilha” e “alvará judicial”, oriente muito bem seu cliente e vá com paciência.

Parece que desde a Lei n. 11.441/2007 eles nunca ouviram falar de inventário extrajudicial, algo que está aí completando 10 anos!

Chame diretamente o Gerente Geral da Agência, se eles negarem, peça para ligarem para o departamento jurídico da instituição ou mesmo solicite o e-mail da agência para escrever “aquele textão de Facebook” esclarecendo todos os motivos; explique a situação, não podem jamais negar essa informação. Não podem! Mas também não pode ir qualquer um - é só aquele que tem por faculdade ser inventariante no procedimento administrativo. É uma interpretação da lei.

Em casos específicos, daquelas instituições mais bacanas como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (rolou uma ironia aqui), o Tabelionato contratado pode até emitir um documento informando que está sendo realizado o procedimento administrativo de inventário, para o caso de ser a absoluta exceção. Paciência! Vem mais!

A lei é clara: (1) extrato bancário e (2) do período de falecimento.

Então, não é extrato atualizado, não é saldo atualizado, é extrato do período de falecimento! ATENTE-SE A ISSO!

10. AUTOMÓVEL – DOCUMENTO DO VEÍCULO

Exigido: Documento do veículo original

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: se financiado, extrato do órgão financiador, informando quantas parcelas pagas até a data do falecimento e quanto ainda resta a adimplir; se quitado, o DUT – Documento Único de Transferência. É importante informar aos herdeiros que a partir do falecimento, a comunicação às instituições financeiras, dentre elas, a própria financiadora do veículo, faz-se imprescindível. Trata-se de dívida do falecido (a). Se os herdeiros não incluírem o bem móvel, haverá a necessidade de sobrepartilha. Alguns casos também tem seguro de vida vinculado ao financiamento do veículo, verifique se não é esse o caso, de modo a quitar a dívida com o próprio seguro.

11. ESPELHO DO SALDO DE FGTS

Exigência: 1 via original

Pré-análise: as vezes, se tem cópia ou extrato do FGTS do (a) falecido (a) de alguma época.

Esclarecimento: saldo do FGTS da época do falecimento e também o espelho do FGTS atualizado já que está na instituição, aproveita para pesquisar se tem abono do PIS – Programa Integração Social, a saber, pela Caixa Econômica Federal.

12. CERTIDÃO DE ÓBITO DO “DE CUJUS”

Exigido: 2 cópias autenticadas

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: as cópias autenticadas podem ser retiradas no dia que se faz a entrega de todos os documentos junto ao Tabelião de Notas. Por isso a via original é fundamental para emissão da autenticação do documento.

13. CPF e RG

Exigido: 1 cópia simples e 1 cópia autenticada

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: serão necessários RG e CPF de todos os envolvidos; pode ser CNH – Carteira Nacional de Habilitação e as cópias autenticadas podem ser providenciadas pelo (a) s herdeiro (a) s para que não fiquem com os documentos originais comprometidos para tirar cópia. A cópia simples, apenas para dar entrada, pode ser até mesmo digitalizada e, no caso do advogado (a) analisar, até mesmo foto por celular.

14. RG do falecido (a)

Exigido: cópia autenticada para arquivamento

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: normalmente o (a) s herdeiro (a) s possuem o Registro Geral (RG) do (a) falecido (a), porém, caso não se tenha a via original, na Capital de São Paulo, o Instituto de Identificação, localizado na Rua Cásper Líbero, 370 – Centro, CEP: 01033-000, Telefone: (11) 3311-3209, tem competência para emissão de segunda via. Obviamente que será necessário esclarecer que a finalidade é para inventário extrajudicial, munido de via original da certidão de óbito, além do RG do solicitante, com certidão de nascimento (se for solteiro) ou de casamento (se for casado) para demonstrar o vínculo ou sua filiação.

15. CERTIDÃO DE NASCIMENTO ATUALIZADA em caso de herdeiro solteiro

Exigência: 1 via original atualizada

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: como havia comentado acima, se solteiro, certidão de nascimento e deve-se observar a qual município refere-se o registro civil. Esse caso é o mesmo, deixa por último para que não fique desatualizada enquanto se faz o procedimento.

16. CERTIDÃO DE ÓBITO DE (a) HERDEIRO (a) FALECIDO (a) ATUALIZADA

Exigência: 1 via original atualizada

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: Será necessária a certidão de óbito de herdeiro falecido (herdeiro pré-morto). Além disso, também haverá o ingresso do (a) s herdeiro (a) s por representação (art. 1851, Código Civil), se esse for o caso - aumentando a complexidade da documentação - os “herdeiros por representação” ou os “herdeiros do herdeiro” atenderão aos mesmos critérios dos demais herdeiros. Complicou, né? Não, bastando seguir os critérios dos demais herdeiros, já que ele é herdeiro, não terá qualquer problema.

17. CERTIDÃO ATUALIZADA DE CASAMENTO DE (a) HERDEIRO (a) FALECIDO (a)

Exigência: 1 cópia original atualizada

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: vide certidão atualizada de casamento de (a) herdeiro (a) vivo (a) e a observância do regime de bens adotado.

18. IMÓVEL (is) RURAL (is) – Certidão atualizada de matrícula (s)

Exigência: 1 cópia original atualizada

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: A princípio são válidas as certidões de matrículas antigas, as quais poderão ser requeridas nos respectivos Cartórios de Registro de Imóveis; as vias originais só serão entregues no ato de conferência de documentos pelo Tabelionato, portanto, mesmo caso: deixar por último, porque nesse caso a validade é de 30 (trinta) dias.

19. IMÓVEL (is) RURAL (is) – Declaração de ITR dos últimos cinco anos ou Certidão Negativa de Débitos de Imóvel Rural emitida pela Secretaria da Receita Federal – Ministério da Fazenda

Exigência: 1 cópia original atualizada da certidão ou cópia autenticada das declarações de ITRImposto sobre a propriedade territorial rural dos últimos 5 (cinco) anos

Pré-análise: 1 cópia simples

Esclarecimento: Vide as observações da Certidão Negativa da Receita Federal e da PGFN de Tributos Federais vinculados ao CPF do falecido (a), pois, tirando o aspecto do objeto (imóvel rural), tem o mesmo tratamento e as mesmas providências. Disponível no site < http://www.receita.fazenda.gov.br/aplicacoes/atspo/certidao/certinter/niitr.asp >

20. IMÓVEL (is) RURAL (is) – CCIR – Certificado de Cadastro de Imóvel Rural

Exigência: 1 via original

Esclarecimento: É possível emitir pelo site < https://sncr.serpro.gov.br/ccir/emissao;jsessionid=d4XbTkQf0Z0Kqim8otEDDgfS.ccir2?windowId=951 >. Assim como o imóvel urbano, pode ocorrer pendências que impedem a emissão do Certificado, ao qual, será necessária regularização prévia para posterior andamento no procedimento administrativo de inventário.

21. CERTIDÃO DA JUNTA COMERCIAL - sociedade empresária

Exigência: 1 via original

Esclarecimento: É possível emitir pelo site < https://www.jucesponline.sp.gov.br/Pesquisa.aspx?IDProduto=4 >. Para os casos em que há inventário contemplando sociedade empresarial, as regras também são definidas de acordo com as cotas da participação societária. Nesse sentido, é importante se analisar os documentos que compõe as regras societárias, das quais, também demandam conhecimentos societários e, muitas vezes, de advogado empresarial. O (a) s herdeiro (a) s na sucessão faz jus ao crédito e aos débitos e, quando tem sociedade empresarial, é imprescindível verificar-se a saúde financeira da empresa.

22. QUALIFICAÇÃO DE TODOS

Esclarecimento: com base na documentação entregue, as informações a serem prestadas tornam-se, simplesmente, profissão, endereço e, se possível, endereço eletrônico/telefone (para fins de controle).

23. CÓPIA SIMPLES DA OAB DO ADVOGADO responsável. Será necessário também informar o endereço do advogado, para fins de qualificação.

Por último e não menos importante: o (a) s herdeiras que não puderem comparecer no dia da lavratura da escritura pública de inventário poderão ser representados mediante procuração pública feita por qualquer Tabelionato de Notas. Se o herdeiro estiver no exterior, a procuração pública deverá ser solicitada no Consulado brasileiro do país domiciliado do (a) herdeiro (a).

No mais, o Tabelião poderá requerer outros documentos ainda, dos quais ele (a) considere indispensáveis – de acordo com a lei – para a realização do inventário extrajudicial.

Diante da minha experiência pessoal, se você tem toda essa documentação acima em ordem - de acordo com o seu caso específico, muito improvável que eles venham a pedir qualquer outro.

E tenha sempre em mente:

“Se você acha caro um profissional, não faz ideia do quanto custa um amador”


Se encontrar erros no texto, por favor, deixe nos comentários, adoraria ter a oportunidade de revisar, mas de tanto escrever, podemos cometer erros graves.

Se tiver alguma dúvida quanto à documentação, também deixe nos comentários, se tiver conhecimento, respondo. Não tendo, muitas vezes pesquiso porque adoro aprender.

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55 Comentários

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Muito Obrigado por compartilhar seu conhecimento conosco. Estou iniciando minha carreira como Advogada e fazendo meu primeiro inventário, seu artigo está me ajudando muito!

Gratidão! continuar lendo

Fico muito feliz em poder contribuir para seu desenvolvimento profissional no que tange à inventário. Realmente é muito bom termos uma ideia do que vem pela frente. Sucesso em sua carreira profissional. Qualquer necessidade, entre em contato, no que puder ajudar: [email protected] continuar lendo

Parabéns! Sou grata. Deus lhe dê saúde. continuar lendo

Prezada Sara,

Meus parabéns pelo texto rico em detalhes e ao mesmo tempo objetivo.

Sou muito grato continuar lendo

Muito obrigada pelas palavras. continuar lendo

Excelente contribuição, sempre recomendo a leitura deste post a alguns clientes, para auxiliar na compreensão da função de inventariante. continuar lendo

Fico feliz por contribuir e pelo seu comentário. :) continuar lendo